
"A long time a go ...", pois é, a mais ou menos 40 anos foi criado um modo de se comunicar que revolucionaria o mundo, um tal de email. Devido a necessidade de se identificar a que rede (domínio) o usuário pertencia foi criado um modo de endereçamento que seria usado por toda uma geração. Estava criado o "nome@dominio" ou "usuario@rede". Isto foi concebido dentro de uma lógica conceitual em que as redes não se conversavam de forma "on-line" e sim "off-line", traduzindo, apenas se comunicavam quando fosse necessário. Este pensamento casou diretamente com o modelo de máquinas "desktops", conectar-se para enviar e receber. Passaram as décadas e as redes se integraram, apareceu uma tal de internet, aí o que ocorreu? As redes passaram a se conversar de forma "on-line". Vem ocorrendo uma avassaladora mudança conceitual no que tange a comunicação eletrônica, na disseminação da informação. Isso atinge diretamente o correio eletrônico (até a tradução é antiquada). Como assim? Para que enviar algo (mensagem), se ela está disponível. Como já tratei em outro artigo, no novo modelo em que vivemos, não faz sentido. Vivemos a era dos "web services" (serviços via internet) onde a lógica é, quem quer vem buscar. Analisando friamente, o email se tornou anacrônico e obsoleto. Ainda sobreviverá por algum tempo, mas não muito, diria até que está em fase terminal, preste a entrar em coma, se já não o estiver. A prova é que a praga de spans, phishings, etc... estão trantando de debilitar o velho senhor das comunicações eletrônicas.

Mas então o que substituirá o email? Pergunte ao seu filho, ele já tem a resposta, provavelmente nem saiba o que é email. As novas ferramentas de colaboração e relacionamento, estão revolucionando a comunicação eletrônica. A integração da comunicação direta (orkuts...), com a coletiva (twitter), editores de artigos (blogs), ferramantas de gestão de conhecimento (wikis), aliados aos motores de buscas (googles..), fazem da comunicação eletrônica algo espetacular. Uma notícia se espalha com rapidez instantânea, de forma bem mais segura que no modelo anterior. A privacidade também é mais apurada, o que parece um paradoxo, já que cresce nesse ambiente, onde os usuários não se importam muito com isso. Sem falar nas possibilidades comerciais, o span é algo que só de falar gera arrepios, mas, nas novas ferramentas eles são naturamente incorporados ao dia-a-dia, por um simples motivo, você é quem escolhe o que ou a quem acompanhar. Portanto, seguindo o rito normal de todo ser vivente, no nosso admirável mundo novo, vida longa as ferramentas de colaboração, e adeus ao bom senhor email.
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